Literatura
o Em 1921, Mário de Andrade, escrevendo a série de artigos “Mestres do passado”, publicados no Jornal do Comércio (edirra, 1986, p. 11.) ção de São Paulo), observou: "Tarde [de Olavo Bilac] foi uma promessa de anos seguid são, tão salientes os artifícios e tão repetidos que mu provam o esforço do poeta decaído da poesia e a sua par inspiração (...).” (ANDRADE, M. Mestres do passado – Olavo Bilac. In: BRIT mo brasileiro. Antecedentes da Semana de Arte Moderna. ção Brasileira, p. 288-289, 1978.) Relacione, ao poema a seguir, o trecho da crítica anter nalando a alternativa que coincide com a ideia geral de sobre a obra de Bilac. As estrelas Olavo Bilac Desenrola-se a sombra no regaço Da morna tarde, no esmaiado anil; Dorme, no ofego do calor febril, A natureza, mole de cansaço. Vagarosas estrelas! passo a passo, O aprisco desertando, às mil e às mil, Vindes do ignoto seio do redil Num compacto rebanho, e encheis o espaço... E, enquanto, lentas, sobre a paz terrena, Vos tresmalhais tremulamente a flux, – Uma divina música serena Desce rolando pela vossa luz: Cuida-se ouvir, ovelhas de ouro: a avena Do invisível pastor que vos conduz... (BILAC, Olavo. Tarde. Rio de Janeiro: Livraria Francisc Esmaiado: esmaecido, pálido Aprisco: curral Redil: curral para o gado ovino ou caprino; re Tresmalhar: Afastar-se, perder-se do rebanho Flux: fluxo Avena: flauta pastoril
- A)O crítico lamenta o espaçamento da criação poética d lac, o que se expressa no poema pela imagem das estr que se afastam umas das outras.
- B)O crítico elogia os salientes artifícios da linguage de Tarde, o que se pode perceber, por exemplo, pela dade de sinônimos para a palavra “curral”.
- C)O crítico evoca, como resultado da pouca inspiração do poeta, a sobrecarga de investimento formal (os hi tos ou inversões, por exemplo).GABARITO
- D)O crítico associa a poesia de Bilac ao estilo decade que é reforçado pelas imagens de esgotamento, como s vê nas palavras “morna”, “esmaiado”, “ofego”, “mole” “lentas”.
Explicação
# Análise da Questão ## Alternativa C (CORRETA) Mário de Andrade critica Bilac por sua "poesia decaída" e excesso de "artifícios...repetidos", resultado da "falta de inspiração". O poema confirma isso: apresenta inversões sintáticas ("Desenrola-se a sombra", "... Ver explicação completa e trilha adaptativa →