Narrativa

No conto de Guimarães Rosa a que pertence o Texto para as questões de 17 a 20 excerto, a presença de um animal que é “sábio” e forma juízos supõe uma concepção da natureza Vestindo água, só saído o cimo do pescoço, o burrinho tinha de se enqueixar para o alto, a salvar também de fora o focinho. Uma peitada. Outro tacar de patas. Chu-áa! Chu-áa... — ruge o rio, como chuva deitada no chão. Nenhuma pressa! Outra remada, vagarosa. No fim de tudo, tem o pátio, com os cochos, muito milho, na Fazenda; e depois o pasto: sombra, capim e sossego... Nenhuma pressa. Aqui, por ora, este poço doido, que barulha como um fogo, e faz medo, não é novo: tudo é ruim e uma só coisa, no caminho: como os homens e os seus modos, costumeira confusão. É só fechar os olhos. Como sempre. Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, à voga surda, amigo da água, bem com o escuro, filho do fundo, poupando forças para o fim. Nada mais, nada de graça; nem um arranco, fora de hora. Assim.

  1. A)contrária àquela que é expressa pelo Anjo, no Auto da barca do inferno.
  2. B)idêntica à de Jacinto (A cidade e as serras), que se converte ao culto da natureza virgem e intocável, quando escolhe a vida rural.
  3. C)contrária à que, predominantemente, se afirma na poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.GABARITO
  4. D)idêntica àquela que é exposta pelo autor de Vidas secas, no prefácio que escreveu para o livro.
  5. E)semelhante à que se manifesta, sobretudo, nos capítulos finais de Memórias de um sargento de milícias.

Explicação

# Análise da Questão - Concepção da Natureza em Rosa ## Alternativa Correta: C ✓ **Por que está certa:** O trecho mostra um burrinho que aceita passivamente os obstáculos naturais ("Nenhuma pressa"), conforma-se com o sofrimento e segue pragmaticamente ("poupa... Ver explicação completa e trilha adaptativa →

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