Narrativa
(...) “Confeitaria do Custódio”. Muita gente certamente lhe não conhecia a casa por outra designação. Um nome, o próprio nome do dono, não tinha significação política ou figuração histórica, ódio nem amor, nada que chamasse a atenção dos dois regimes, e conseguintemente que pusesse em perigo os seus pastéis de Santa Clara, menos ainda a vida do proprietário e dos empregados. Por que é que não adotava esse alvitre? Gastava alguma coisa com a troca de uma palavra por outra, Custódio em vez de Império, mas as revoluções trazem ia M. sempre despesas. stória 77.) (Machado de Assis. Esaú e Jacó. Obra completa, 1904.) O fragmento, extraído do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, narra a desventura de Custódio, dono de uma confeitaria no Rio de Janeiro, que, às vésperas da proclamação da República, mandou fazer uma placa com o nome “Confeitaria do Império” e agora temia desagradar ao novo regime. A ironia com que as dúvidas de Custódio são narradas representa o
- A)desconsolo popular com o fim da monarquia e a queda do imperador, uma personagem política idolatrada.
- B)respaldo da sociedade com que a proclamação da República contou e que a transformou numa revolução social.
- C)alheamento de parte da sociedade brasileira diante do conteúdo ideológico da mudança política.GABARITO
- D)reconhecimento, pelos cidadãos brasileiros, da ampliação dos direitos de cidadania trazidos pela República.
- E)impacto profundo da transformação política no cotidiano da população, que imediatamente apoiou o novo regime. 12
Explicação
# Análise da Questão - Esaú e Jacó (Machado de Assis) ## Alternativa Correta: C **Por que está certa:** O fragmento retrata Custódio preocupado meramente com a placa de sua confeitaria. Sua inquietação é pragmática, não ideológica — teme que o nome "Império" d... Ver explicação completa e trilha adaptativa →