Uma paciente de 53 anos de idade comparece ao ambulatório de Clínica Médicaonde faz acompanhamento regularde suas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTS — hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade). Durante a consulta de seguimento, a paciente manifesta preocupação com um "caroço" que detectou há cerca de 1mês emsua mama esquerda. Ela nega emagrecimento, dor local ou descarga mamilar. Além das medicações que faz uso em razão de suas DCNTs, a paciente vem em uso de terapia de reposição hormonal (TRH) desde que entrou na menopausa, há 12 anos. Elatem 5 filhos, tendo suamenarca ocorrida de forma tardia (aos 15 anos). A paciente não fuma, nem consome álcool. Ao exame físicodirigido à queixa atual, omédico detecta a presença de lesão nodular de cerca de 2,5 cm, endurecida, não aderida a planos profundos e sem alterações cutâneas adjacentes, localizada no quadrante superior externo da mama esquerda; nãosão detectadas linfonodomegalias axilares ou supraclaviculares ipsilaterais. Considerando a hipótese diagnóstica principal de neoplasia maligna de mama, seus fatores de risco relacionados e sua rotina de investigação diagnóstica, assinale a alternativa correta.

  1. A)O histórico de menarca tardia, menopausa precoce e gestações múltiplas são fatores de risco reconhecidos.
  2. B)Diferentemente daterapia de contracepção conjugada (estrógeno e progestágeno), a TRH não é fator de risco para a doença.
  3. C)Naidade da paciente, a realização de ressonância magnética local não aumenta a especificidade das informações obtidas com amamografia.GABARITO
  4. D)A chancede a paciente apresentarmutação hereditáriano gene BRCA1é alta, particularmente se seutumorcoexpressar receptores de estrogênio, progestágeno e HER2.

Explicação

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