Pelos seus relatos e ausência de alterações ao exame físico que realizei, você possui um tipo de dor de cabeça chamada enxaqueca. Já ouviu falar algo sobre ela? Paciente: Sim. Minha mãe tem enxaqueca e tem os mesmos sintomas que eu. Médica: Você tem estado muito preocupada com sua saúde, não é? Paciente: Bom, um amigo meu que também sofria de dores de cabeça, assim como eu, morreu de tumor cerebral. Tenho medo de estar com o mesmo problema. Médica: Existem muitas causas de dor de cabeça e certamente os aneurismas podem cursar com esse sintoma, mas as características da dor são muito diferentes do seu caso. Você tem um histórico de dor de cabeça desde a infância e pioraram à medida que você foi exposta a situações de cada vez mais responsabilidade e tensão. Além disso, você usa um anticoncepcional com dosagem alta, o que piora o quadro. Você observou que z seu exame completo e não há nada de anormalidade. No caso de problemas mais graves, como tumores, a pessoa tem dor de cabeça de início mais recente, o tipo de dor de cabeça é bem diferente. E a pessoa geralmente tem outros sintomas... (Trecho extraído de um caso encontrado em PIANCASTELLI, C. H.; DI SPIRITO, G. C., FLISCH, T. M. P. Saúde do Adulto. 2ª ed. Belo Horizonte: NESCON/UFMG, 2013.P. 67. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3865.pdf ). Outro aspecto interessante observado no trecho apresentado é que a médica está abordando os sinais da alarme (alerta vermelho) que poderiam indicar gravidade em pacientes com cefaleia e levariam o médico em atendimento a suspeitar de uma cefaleia secundária, não de uma primária (como no caso, a enxaqueca). É importante que os médicos possam questionar e perceber esses sinais presentes na anamnese e no exame físico. Pode-se considerar como sinais de alarme todas as alternativas abaixo, EXCETO:

  1. A)Perda de peso inexplicada.
  2. B)Défice neurológico progressivo.
  3. C)Imunossupressão.
  4. D)Presença de sintomas premonitórios e fenômenos visuais (como escotomas).GABARITO
  5. E)Início do quadro em pacientes com mais de 50 anos. 3

Explicação

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