Ginecologia Paciente homem transgênero, 27 anos, nome não reti cado, procura o ginecologista pela primeira vez. Há seis anos faz uso de testosterona, com ciclos atuais de 21 dias. Está em amenorreia desde o início da hormonização e refere cólicas abdominais leves de acometimento coincidentes ao final de cada ciclo. Afirma possuir corrimentos siológicos e nega outras queixas. Nega morbidades e uso de outros medicamentos. Nega cirurgias prévias, mas está se preparando para realização de mastectomia masculinizadora. Trouxe exames laboratoriais solicitados por outro profissional: Hb 15,5g/dL; Ht 43%; Hm 5,2 milhões/mm³; Plaquetas 250.000/mm³; TGO24 U/L; TGP 17U/L; testosterona total: 653ng/dL (V. R.: 165 - 753ng/dL). Ao exame físico: PA 125x85mmHg, FC 72bpm, abdome livre, indolor à palpação, sem visceromegalias palpáveis. Sobre a assistência integral ao paciente, é CORRETO afirmar que:

  1. A)A manutenção da testosterona dentro dos valores de referência indicados evita surgimento de clitoromegalia e risco de policitemia
  2. B)A realização da mastectomia masculinizadora só pode ser realizada após três anos de acompanhamento por equipe de saúde multidisciplinar
  3. C)A realização de exame citopatológico em homens transgêneros segue as mesmas recomendações aplicadas às mulheres cisgêneroGABARITO
  4. D)O nome civil do paciente não deverá ser registrado no prontuário médico a partir da indicação de um nome social

Explicação

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