Valéria, 24 anos, estudante do último ano de medicina, há dois anos apresentava crises de cefaleia no período menstrual, posteriormente as crises tornaram-se mais frequentes, sendo pelo menos 1 vez por semana, e intensificaram-se há 8 meses, e agora praticamente são diárias. A cefaleia é do tipo latejante, acometendo ora a região temporal direita ora esquerda, intensidade EVA= 9/10 com duração de até 48 horas, às vezes com náuseas e fotofobia, algumas crises antecedidas por escotomas visuais que duram 5-10 minutos. Antes a cefaleia melhorava com analgésicos comuns e agora tem procurado o PS para medicamentos injetáveis, e muitas vezes tendo ficado internada, inclusive já tendo realizado exames de neuroimagem e todos normais (RM e TC de crânio). No último ano, relata ganho de peso (IMC =30), e apresenta muitos sintomas de ansiedade, além de insônia inicial. Em relação ao tratamento preventivo devemos considerar:
- A)A Amitriptilina em dose de 25 a 75 mg, antidepressivo tricíclico pode ser uma ótima opção considerando que a paciente tem sintomas de ansiedade e insônia.
- B)O Topiramato deve ser incluído como primeira escolha para essa paciente, considerando que a mesma tem critérios para enxaqueca crônica e apresenta problemas de ganho de peso.GABARITO
- C)Os Betabloqueadores são as medicações mais utilizadas na prevenção da enxaqueca, principalmente o Propranolol 40-240 mg/dia, e assim devem ser considerados como primeira escolha neste caso.
- D)O uso do Citrato de magnésio no período, associado a triptano para as crises de cefaleia, é excelente opção para o tratamento, considerando que as principais crises ocorrem no período menstrual e são refratárias ao uso de analgésicos.
Explicação
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