Um estudo em países europeus, realizado após as campanhas de vacinação de 2009 contra influenza A-H1N1 (Dieleman et al, 2011), avaliou 104 indivíduos que apresentaram a síndrome de Guillain-Barré. Esses indivíduos foram comparados com outros 1198 que não apresentaram a síndrome, selecionados aleatoriamente da lista dos médicos generalistas que atenderam os 104 primeiros, e pareados por sexo, idade e período de atendimento. Foi investigado se os 1302 indivíduos haviam recebido a vacina no período de seis semanas anteriores ao estudo. O resultado mostrou odds ratio de 1,0 e intervalo de confiança de 95% de 0,3 a 2,7. Com base nesses dados, pode-se afirmar que se procedeu a:

  1. A)estudo transversal, onde todos os indivíduos foram investigados quanto à síndrome e à vacina simultaneamente, com resultado sem significância estatística.
  2. B)ensaio clínico randomizado para avaliar os eventos adversos da vacina, podendo variar de 0,3% a 2,7% os casos da síndrome atribuíveis a ela.
  3. C)estudo de coorte que não comprovou maior risco da síndrome, já que o intervalo de confiança incluiu o valor nulo.
  4. D)estudo caso-controle que não evidenciou maior risco da síndrome para os vacinados, pois a associação foi nula.GABARITO
  5. E)ensaio clínico randomizado, onde o grupo controle era muito maior que os casos, sugerindo que a randomização foi mal sucedida, comprometendo a validade interna do estudo.

Explicação

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