Mulher de 24 anos, solteira, mantendo relacionamento sexual com único parceiro há três meses, fazendo uso do coito interrompido como método anticoncepcional, dá entrada em atendimento de urgência com queixa de dor em baixo ventre há cerca de uma semana. Nega alterações urinárias ou gastrointestinais. Está no 9º dia do ciclo menstrual e a última menstruação normal se encerrou há cerca de 5 dias. Apresenta bom estado geral, temperatura axilar de 38,1°C, dor à palpação do abdome inferior, manobra de descompressão brusca negativa e ruídos hidroaéreos presentes. Ao exame ginecológico, constatou-se hiperemia no colo uterino, presença de leucorreia amarelada e, ao toque vaginal, dor significativa à mobilização do colo uterino, sem massas palpáveis. É correto afirmar que
- A)provavelmente é uma salpingite aguda leve. O quadro costuma ser autolimitado e a paciente deve ser tratada apenas com anti-inflamatórios não-esteroides.
- B)é uma salpingite aguda de etiologia polimicrobiana. A laparoscopia deve ser prontamente realizada para a drenagem de eventuais abscessos pélvicos.
- C)o diagnóstico correto deste caso só pode ser feito por meio de laparoscopia de urgência. O tratamento só pode ser instituído após tal procedimento.
- D)o quadro clínico é bastante sugestivo de doença inflamatória pélvica aguda. Geralmente, a antibioticoterapia é a melhor abordagem terapêutica inicial.GABARITO
- E)o quadro clínico não permite diferenciar de apendicite, por isso, a laparotomia de urgência se impõe como medida imediata.
Explicação
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