A questão descreve paciente em investigação de morte encefálica (ME) após complicações que se seguiram a uma pneumonia por COVID-19 - extenso AVE isquêmico com herniação cerebral, provocando perda dos reflexos de tronco cerebral. Vamos analisar as assertivas.
- A)Incorreta. A infecção por COVID-19 não contraindica a abertura do protocolo de ME. Para constatação do diagnóstico de morte encefálica é, inicialmente, necessário certificar-se de que haja presença de lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de causar morte encefálica.
- B)Correta. É necessário fazer o teste de apneia no paciente. Para isso, é preciso observar se o paciente irá fazer movimentos respiratórios com volume corrente baixo, após a pré-oxigenação inicial com FiO2 de 100% por, no mínimo, 10min para atingir PaO₂ ≥ 200 mmHg e PaCO₂ entre 35 e 45 mmHg. Como o paciente no momento está fazendo volume corrente de 600 ml e FiO2 de 70%, tais parâmetros do ventilador mecânico precisam ser ajustados.GABARITO
- C)INCORRETA. A relação PaO2/FiO2 baixa não é contraindicação. Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina sobre ME, deve haver ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico. Segundo a resolução, "na suspeita de distúrbio hidroeletrolítico, acidobásico ou intoxicação exógena grave, cabe à equipe responsável definir se as anormalidades são capazes de causar ou agravar o quadro”.
- D)INCORRETA. A hipernatremia grave refratária não inviabiliza a determinação de ME, exceto quando é a única causa do coma. O uso de drogas vasoativas não é uma contraindicação. Resposta: letra B.
Explicação
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