Foi encaminhado para avaliação de risco cirúrgico paciente de 74 anos, diabético tipo 2, hipertenso, com cirurgia proposta de endarterectomia da carótida direita. O paciente está assintomático, mas há seis meses apresentou hemiparesia braquial esquerda, atribuída, na ocasião, a ataque isquêmico transitório (AIT). Angiotomografia de carótidas mostra obstrução de 90% na carótida direita e 30% na esquerda. Está em uso de AAS, sinvastatina, losartana, metformina e insulina NPH à noite. Exames laboratoriais com hemograma e coagulograma normais, glicemia em jejum – 115 mg/dl, hemoglobina glicada – 6,9%, ureia – 82 mg/dl, creatinina – 2,7 mg/dl, sódio – 140 mEq/L, potássio – 5,1 mEq/L. Utilizando o índice de risco cardíaco modificado como ferramenta para estratificação de risco cardiovascular para cirurgias não cardíacas, a conduta correta é:

  1. A)solicitar um teste funcional não invasivo, como, por exemplo, uma cintilografia do miocárdio em repouso e em estresse.GABARITO
  2. B)adiar a cirurgia e realizar coronariografia, pois, caso ocorram lesões coronarianas críticas, seria mais apropriado cirurgia de revascularização combinada, carotídea e miocárdica.
  3. C)iniciar metoprolol oral até atingir controle da frequência cardíaca e pressão arterial, podendo-se então liberar o paciente para cirurgia.
  4. D)iniciar metoprolol oral e solicitar coronariografia.
  5. E)liberar o paciente para cirurgia, uma vez que a situação clínica indica intervenção de urgência.

Explicação

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