Em 1995, os Jenipapo-Kanindé quebraram a tradição da sucessãomasculinaenomearam Mariade Lourdesda Conceição Alves como sua líder. Desde então, a Cacique Pequena guia o povoemgrandesbatalhaspelodireitoaterra, educação, saúde e cidadania. Hoje, a anciã de 73 anos prepara duas filhas para lhe sucederem quando ela “tombar e pai Tupã a levar”. Hoje,129famíliasdomunicípiode Aquirazsãoreconhecidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) como indígenas, principal luta de Pequena para o seu povo desde o início. “Em 1995, fui a Brasília e tive a oportunidade de conversar com o presidente da Funai. Pedi que mandasse o povo dele na aldeia para fazer o estudo da nossa mãe-terra e de nós”. Dois anos depois, vieram os antropólogos, que concluíram: “Nós era índio sim!”, diz ela. Há cerca de oito anos, Pequena adoeceu e ficou entre a vida e a morte. Nesse momento, precisou escolher, entre os 16filhos, quemassumiriasuamissãoquandopartisse. Reunida, a família decidiu sobre a sucessão. “Disseram que, como eu era a primeira cacique mulher do Ceará, acharam melhor eu colocar duas filhas”. Disponível em: www.sesc-ce.com.br. Acesso em: 15 set. 2024 (adaptado). Ao abordar a realidade da etnia Jenipapo-Kanindé, essa reportagem cumpre uma função social quando destaca o(a)

  1. A)quantidade de famílias indígenas em Aquiraz.
  2. B)força da tradição nas comunidades indígenas.
  3. C)estudo sobre a demarcação das terras indígenas.
  4. D)protagonismo feminino na linha sucessória desse povo.GABARITO
  5. E)reconhecimento dessa comunidade pelo governo brasileiro.

Explicação

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