A credulidade dos ouvintes aumenta o descaramento do narrador, e o descaramento deste conquista-lhes a credulidade. A eloquência, quando levada a seu patamar mais alto, deixa pouco lugar à razão ou à reflexão, mas, dirigindo-se inteiramente à imaginação e aos afetos, cativa os ouvintes condescendentes e subjuga-lhes o entendimento. HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Edunesp, 2003. No contexto do século XVIII, o autor propõe uma reflexão radical acerca da arte da eloquência, restringindo-a ao

  1. A)sistema de crenças, conforme a proposta kantiana de objetividade do conhecimento.
  2. B)campo dos absolutos, semelhante ao entendimento medieval dos Universais.
  3. C)domínio da lógica, consoante a compreensão aristotélica nos Analíticos.
  4. D)paradigma da racionalidade, alinhado ao modelo cartesiano de método.
  5. E)âmbito da persuasão, análogo às críticas platônicas aos sofistas. P1_1_Dia_CHT_REG_1_Azul.indd 22 P1_1_Dia_CHT_REG_1_Azul.indd 22 24/07/2025 12:57:03 24/07/2025 12:57:03GABARITO

Explicação

# Análise da Questão sobre Hume e a Eloquência ## **Alternativa Correta: E** Hume critica a eloquência por sua capacidade de **persuasão irracional**, manipulando imaginação e afetos em detrimento da razão. Isso ressoa com as críticas platônicas aos sofistas, ... Ver explicação completa e trilha adaptativa →

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