Eu sentia falta do futuro. É claro que eu sabia, muito mesmo antes da recorrência dele, que nunca envelheceria. Era muito provável que eu nunca mais fosse ver o oceano de uma altura de trinta mil pés de novo, uma distância tão grande que não dá nem para distinguir as ondas, nem nenhum barco, de um jeito que faz o oceano parecer um enorme e infinito monólito. Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele. Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez. GREEN, J. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012. O texto apresenta uma reflexão da personagem acerca de um problema característico da filosofia contemporânea, que trata da(s)
- A)implicações éticas.
- B)finitude humana.GABARITO
- C)limitações da linguagem.
- D)pressuposição existencial.
- E)objetividade do conhecimento. ENEM20E4 ENEM20E4 • CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS • 1º DIA • CADERNO 1 • AZUL 23
Explicação
**Alternativa correta: B – finitude humana** O trecho descreve a percepção de que o narrador nunca envelhecerá, mas que, apesar de ter vivido experiências únicas (o “oceano de trinta mil pés”), não poderá revê‑las. Essa reflexão sobre a impossibilidade de repe... Ver explicação completa e trilha adaptativa →