Saude Coletiva e Epidemiologia
Mulher cis, 43 anos, professora, previamente hígida, em 15 de março de 2020 manifestou sintomas de cefaleia, tosse seca, obstrução nasal e febre (38,5°C), procurou atendimento em UPA e recebeu antibioticoterapia com azitromicina. No dia 21 de março de 2020, apresentou piora dos sintomas, com dispneia aos esforços e tomografia de tórax com sinais de vidro fosco, sendo recomendado o isolamento social. Em 29 de março de 2020, buscou novo atendimento, com diarreia intensa. Foi realizada nova tomografia de tórax, com piora do padrão bilateral, 50% de acometimento e indicação de internação. Necessitou de intubação orotraqueal em 5 de abril de 2020, com difícil desmame e sequente traqueostomia. Durante a internação realizou RT PCR para SARSCOV2 e confirmou-se o diagnóstico de COVID-19. Recebeu alta hospitalar, em 20 de maio, com tetraparesia, cadeirante, estoma de traqueostomia ocluído após 2 meses de internação. Foi encaminhada para reabilitação pelo déficit neuromuscular e cardiorrespiratório. Devido à tetraparesia, foi encaminhada à fisioterapia cardiopulmonar, neurofuncional e terapia ocupacional, associado ao atendimento médico. Após 4 meses de acompanhamento observou-se redução da sensação de dispneia aos esforços, aumento da força muscular periférica e independência funcional, e houve a retirada de qualquer auxiliar de marcha. A partir do caso clínico relatado podemos afirmar que:
- A)A vacinação em pacientes que já tiveram Covid-19 no passado é uma prevenção secundária.
- B)A coleta de RT PCR para SARSCOV2 durante a internação foi uma prevenção secundária.
- C)O início da antibioticoterapia em 15 de março de 2020 foi uma prevenção quaternária.
- D)O encaminhamento a fisioterapia cardiopulmonar, neurofuncional e terapia ocupacional, associado ao atendimento médico foi uma prevenção terciária.GABARITO
Explicação
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