Clinica Medica

Homem de 53 anos queixa-se de piora da dispneia basal, de forma progressiva nos últimos cinco dias, presente até ao tomar banho e se vestir. Relata diversos despertares noturnos por dispneia, que é mais intensa em decúbito, e episódios paroxísticos e recorrentes de palpitação. É portador de insuficiência cardíaca, doença de Chagas, diabetes melito e gota. Faz uso regular de losartana, espironolactona, furosemida, carvedilol e insulina NPH. Em consulta realizada há 8 dias, foi prescrito o aumento da dose de carvedilol de 6,25 mg para 12,5 mg de 12/12h. Ao exame físico, apresenta PA = 120/70 mmHg; FC = 68 bpm; FR = 23 ipm; SpO■ em ar ambiente de 93%; TAx = 36,4°C. O paciente encontra-se alerta e orientado. As extremidades estão aquecidas e o enchimento capilar é imediato. O exame respiratório revela crepitações teleinspiratórias nas metades basais do hemitórax. O exame cardiovascular revela pulso venoso na veia jugular interna direita no nível do ângulo da mandíbula e refluxo hepatojugular presente; o ritmo cardíaco é regular, o ictus está desviado inferiormente e para a esquerda e é amplo. O fígado é palpado 5 cm abaixo do rebordo costal direito e apresenta-se levemente doloroso à palpação. Não há edemas nos membros inferiores. Assinale a alternativa que apresenta uma medida INADEQUADA no manejo deste paciente.

  1. A)Administrar 2,5 vezes a dose domiciliar de furosemida pela via intravenosa.
  2. B)Administrar dobutamina em infusão contínua intravenosa.GABARITO
  3. C)Reduzir a dose do carvedilol pela metade.
  4. D)Solicitar o Holter 24h.

Explicação

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