Saude Coletiva e Epidemiologia
Paciente homem, 42 anos, tabagista, usuário de substância psicoativa, hipertenso, é trazido pelo SAMU, via vaga zero, em protocolo de AVC. Foi visto pela última vez na noite anterior pelos vizinhos e estava bem; chega na emergência com sinais de paresia em dimídio esquerdo. Orientado, o paciente informa ao médico da admissão que não gostaria de ser reanimado em caso de parada cardiorrespiratória. Não tem familiares ou responsáveis presentes no momento. Paciente levemente agitado e ansioso, hipertenso e com taquicardia limítrofe. Enquanto aguarda os primeiros exames, paciente evolui com taquicardia e sudorese profusa, frequência cardíaca em torno de 190 bpm, com falha nas tentativas iniciais de reversão, evoluindo com parada cardíaca. Diante deste cenário, imagine que você é o médico(a) da emergência. Qual sua conduta, baseada no código de ética médica?
- A)Não reanimar o paciente, pois o mesmo manifestou seus desejos de limite terapêutico enquanto estava lúcido, portanto o médico pode optar por respeitar as diretivas antecipadas de vontade.
- B)Não reanimar o paciente, pois pelo princípio da autonomia e da autodeterminação, a vontade do paciente, expressa em lucidez, deve ser respeitada. Para validação legal, o médico pode registrar o desejo expresso em prontuário.
- C)Reanimar o paciente será a conduta do médico respeitando o princípio de objeção de consciência. Além disso, as diretivas antecipadas de vontade não têm valor no Brasil, especialmente em cenário de emergência.
- D)Reanimar o paciente, pois se trata de uma emergência, ainda indefinida a incurabilidade, uma das premissas fundamentais para validação das diretivas antecipadas de vontade.GABARITO
Explicação
A explicação comentada desta questão, com a trilha adaptativa que mostra onde você perde ponto, está disponível para quem faz o diagnóstico. Começar agora, de graça →