Infectologia
Paciente feminina. 28 anos com antecedente de hipertireoidismo de diagnóstico há três meses, em uso de Propiltiuracil desde então, procura o serviço médico por aparecimento de icterícia progressiva há 10 dias, associado a inapetência, cansaço e náuseas. Nega febre, dor abdominal, tosse ou diarreia. Nega uso de bebidas alcoólicas nos últimos anos, nega viagens recentes ou uso de outras medicações. No exame físico apresenta-se consciente e orientada, ictérica, sem tremores, semteleangectasias em pele. Abdome plano e flácido, sem ascite, fígado palpável com borda romba 3cm abaixo do rebordo costal direito, de superfície lisa. Baço não palpável. Exames mostram sorologias de hepatite A, B e C negativas; AST: 432 U/l (VR < 40); ALT: 317 U/l (VR < 40); Fosfatase alcalina: 122 U/l (VR < 104); GamaGT: 179 U/l (VR < 50); Bilirrubina total 13,6 mg/dl (VR < 1,2) com predomínio de bilirrubina direta; RNI 3,7 (VR < 1,25); Proteína total 6,2 g/dl, albumina 3,3 g/dl (VR > 3,5); gamaglobulina 1,8 g/dl (VR < 2,1), FAN positivo com título 1/40, anticorpo antimicondria negativo e anticorpo anti músculo liso negativo. Ultrassom abdominal com fígado aumentado com borda romba, sem alteração de vias biliares e sinais de cirrose, sem ascite, sem esplenomegalia. Com estas informações, qual a hipótese diagnóstica e proposta terapêutica adequada para o caso acima?
- A)Trata-se de hepatite aguda grave, provavelmente por toxicidade pelo propiltiuracil, devendo-se suspender a medicação e manter observação clínica.GABARITO
- B)Trata-se de provável quadro de hepatite autoimune, devendo-se iniciar rapidamente tratamento com corticoide, associado ou não à azatioprina.
- C)Trata-se de hepatite fulminante provavelmente por toxicidade pelo propiltiuracil, devendo- se suspender a medicação e indicar transplante de fígado.
- D)Trata-se hepatite fulminante provavelmente por hepatite autoimune, devendo-se indicar transplante de fígado e iniciar corticoide enquanto aguarda o transplante.
Explicação
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