Uma criança com cinco meses de idade chegou ao Pronto Socorro com convulsão tônico-clônica generalizada, atribuída a um ‘engasgo’ pelo pai, pela mãe e pelos avós maternos. O exame clínico da criança evidenciou hematoma de couro cabeludo e pupilas anisocóricas. A tomografia computadorizada do crânio revelou: fratura extensa parietal, hematoma extradural, extensa área de contusão parenquimatosa e área isquêmica perilesional. O pediatra que atendeu a criança suspeitou de maus-tratos. Durante a conversa com os familiares houve uma série de contradições entre os relatos, mas a família negou com veemência a hipótese de agressão. O pai, de comportamento instável, irritou-se com o pediatra diante da insinuação de violência e recebeu o apoio da mãe do bebê. A avó lembrou-se de ter visto, algumas vezes, “manchas roxas na barriga da neta”. A criança foi operada e, apesar da gravidade do quadro, a cirurgia transcorreu satisfatoriamente, com melhora evolutiva até a alta hospitalar. A internação foi estendida como precaução para protegê-la da situação de risco. Considerando-se essa situação, a conduta médica adequada é

  1. A)encaminhar a criança ao Instituto Médico-Legal ou à Perícia Forense, para exame pericial.
  2. B)manter o caso em sigilo, com fundamento no Código de Ética Médica, por tratar-se de mera suspeita.
  3. C)notificar o caso ao Conselho Regional de
  4. D)referenciar a criança e seus familiares ao Serviço Social do município, para orientação e acompanhamento social.
  5. E)comunicar o fato ao Conselho Tutelar e, na falta deste, ao Juizado da Infância e da Juventude, para as providências cabíveis. Área LivreGABARITO

Explicação

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