Saude Coletiva e Epidemiologia

Menino, 1 ano e 6 meses de vida, está em acompanhamento ambulatorial devido a sibilância recorrente. O primeiro episódio foi com 7 meses de vida, iniciado por tosse, coriza e febre baixa, evoluindo com desconforto respiratório. Foi internado devido hipoxemia, recebeu alta hospitalar após dois dias com receitas de inalação com soro siológico e lavagem nasal. Ocorreram mais 5 episódios, nos quais ele recebeu prednisolona e inalações com salbutamol, sempre com boa resposta, e sem novas internações. O último episódio foi há 1 mês. A mãe notou que não é sempre que a sibilância é precedida por sintomas respiratórios virais. Refere que ca assintomático entre os episódios, sem limitações nas atividades do dia-a-dia. Sono tranquilo. João nasceu de termo, sem intercorrências, começou a frequentar a creche com 6 meses de vida. Mora com mãe, pai e irmão de 7 anos, todos sem comorbidades conhecidas. Apresenta ausculta pulmonar normal, a única alteração ao exame clínico é a presença de um eczema em face, acometendo maxilares e mento, poupando o maciço central da face, com xerodermia difusa. Baseado nos critérios de Castro-Rodriguez (Índice Preditivo de Asma) para diagnóstico de asma em lactentes, podemos afirmar que a probabilidade desta criança ter asma é:

  1. A)Alta, devido à ocorrência de mais de 3 episódios em um ano e à boa resposta ao corticoide e ao broncodilatador.
  2. B)Alta, devido ao diagnóstico pessoal de dermatite atópica e à presença de sibilância sem desencadeante viral.GABARITO
  3. C)Baixa, devido à ausência de história familiar de doenças atópicas, sendo o quadro atribuível à entrada precoce na creche.
  4. D)Baixa, devido à ausência de sintomas no período intercrítico e à ausência de interferência no sono e nas atividades do dia-a-dia.

Explicação

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