Saude Coletiva e Epidemiologia
A médica Joelma, da equipe Serra do Sol, de Estratégia Saúde da Família na unidade básica Maria Bonita, está realizando a segunda consulta de pré-natal da paciente Carla, de 23 anos, moradora do território. Carla é solteira, reside com a mãe, é tabagista de cerca de 2 cigarros/dia há cerca de 3 anos, não possui comorbidades prévias e comenta apenas cefaleia e azia esporádicas. No momento se encontra com 12 semanas de gestação de acordo com a data da última menstruação (DUM). Ao ser questionada se realizou os exames que Joelma solicitou na última consulta, Carla diz: "Ah, os exames né doutora. Não fiz não. Minha mãe até me lembrou, mas acabei me esquecendo mesmo… Na verdade doutora não sei como vai ser esse negócio não… eu não tenho certeza de quem é o pai… eu achava que não podia engravidar porque tenho aquela doença do cistos nos ovários e daí parei de tomar a pílula… Não queria estar desse jeito… Eu tenho até pensado em dar um fim logo nisso, andei lendo alguns chás que ajudam a abortar e me falaram que é bem tranquilo…" Diante deste caso, considerando o Código de Ética Médica, qual a conduta mais adequada por parte de Joelma.
- A)Frente ao risco para Carla e para a criança, deve-se comunicar imediatamente à mãe de Carla sobre o desejo de abortamento.
- B)Acolher a paciente e orientar sobre riscos de práticas inseguras de interrupção de gravidez. Não elucidar sobre situações em que o aborto é permitido por lei pois a médica pode ser incriminada por fornecer este tipo de informação.
- C)Acolher a paciente, orientar situações em que o aborto é permitido por lei e sobre possibilidade de adoção e orientar sobre riscos de práticas inseguras de interrupção de gravidez.GABARITO
- D)Acolher a paciente, orientar situações em que o aborto é permitido por lei e comunicar ao Ministério Público para que este possa conduzir os próximos passos da paciente.
Explicação
A explicação comentada desta questão, com a trilha adaptativa que mostra onde você perde ponto, está disponível para quem faz o diagnóstico. Começar agora, de graça →