Ginecologia e Obstetricia

Primigesta de 26 anos, com 34 semanas e 5 dias de idade gestacional veio a emergência obstétrica por quadro de cefaléia, dor abdominal e mal estar geral. Ao exame físico, apresentava PA 168 x 116 mmHg e FC 88 bpm, edema de MMII 3+/4+ e ausência de dinâmica uterina. A ausculta fetal revelou 138 bpm. Nega hipertensão antes da gestação. Após 6 horas de observação, o quadro clínico manteve-se inalterado e a pressão arterial mantinha-se em 160 x 100 mmHg. Os resultados dos exames mostraram relação proteinúria/creatininúria em amostra isolada de 0,6, hematócrito de 36% e hemoglobina de 11,2 g/dL, plaquetas de 106 mil, creatinina de 0,9mg/dL, DHL 570, bilirrubinas de 0,7, TGO 35 e TGP 24, cardiotocografia categoria 1 e perfil biofísico fetal 8/8, com dopplervelocimetria normal. O diagnóstico e a conduta mais adequados são:

  1. A)Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. Estabilização da pressão com hidralazina, infusão intravenosa com sulfato de magnésio e indução ao parto.GABARITO
  2. B)Hipertensão gestacional, ainda sem classificação estabelecida. Internação hospitalar para estabilização da PA com metildopa, corticoterapia antenatal por 48 horas e dosagem de proteinúria de 24 horas para definição diagnóstica.
  3. C)Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. Estabilização da pressão com hidralazina, infusão intravenosa com sulfato de magnésio e parto cesáreo.
  4. D)Síndrome HELLP. Estabilização da pressão com hidralazina e metildopa, corticoterapia antenatal e indução do parto.
  5. E)Hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia sobreposta. Internação hospitalar com estabilização da pressão com metildopa, e coleta de exames.

Explicação

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