Felisberto, na qualidade de Secretário de esportes do Estado Ômega, dolosamente, em fevereiro de 2018, praticou a conduta de permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento, caracterizadora de ato de improbidade que causou efetiva e comprovada lesão ao erário, na forma do Art. 9º, IX, da Lei nº 8.429/92, com a redação conferida pela Lei nº 14.230/2021. A ação veiculando a respectiva pretensão punitiva foi ajuizada pelo ente federativo lesado em janeiro de 2024, enquanto ele ainda ocupava o aludido cargo ininterruptamente, sendo certo que houve pedido de indisponibilidade de bens no respectivo processo. Diante dessa situação hipotética, à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é correto afirmar que

  1. A)o ente federativo lesado não possui legitimidade para o ajuizamento mencionada ação de improbidade, diante das alterações promovidas pelo novel diploma legal.
  2. B)o Secretário, enquanto agente político, deve responder por crime de responsabilidade, de modo que não está sujeito às penalidades da lei de improbidade, sob pena de bis in idem.
  3. C)a decretação da indisponibilidade de bens pleiteada sob a car vigência da nova lei deve demonstrar a existência de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo.
  4. D)por serem mais benéficos para o Secretário, os marcos temporais da prescrição estabelecidos pela alteração legislativa devem retroagir para beneficiá-lo. eGABARITO
  5. E)a determinação de aplicação dos princípios de direito administrativo sancionador prevista no novel diploma legal ídas, com relação à improbidade conferiu natureza penal aos ilícitos previstos na norma em questão.

Explicação

# Análise da Questão de Improbidade Administrativa ## Alternativa Correta: D A Lei nº 14.230/2021 alterou prazos prescricionais da Lei de Improbidade. Conforme jurisprudência do STF, as normas prescricionais **mais benéficas** aplicam-se retroativamente, inclu... Ver explicação completa e trilha adaptativa →

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